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ANGE OU DÉMON, DE GIVENCHY

Perfumart - resenha do perfume Givenchy - Ange ou Demon EDP

Seu nome diz tudo: Anjo ou Demônio. Foi criado sob o conceito do mistério, escondido entre a luz e a escuridão. Seu frasco reproduz as gotas de cristal dos lustres que iluminam mansões e palácios e abrigam grandes bailes. Foi feito em parceria por Francoise Donche, Jean Pierre Bethouart e Olivier Cresp.

Ange ou Démon possui notas de saída de mandarina italiana, tomilho e açafrão. No corpo, orquídea maxillaria, lírio branco e ylang-ylang. No fundo, a fragrância traz absoluto de carvalho, jacarandá, baunilha e fava tonka.

Na minha imaginação, Ange ou Démon é como um baile de máscaras, daqueles de gala oferecidos por pessoas da alta sociedade. Por trás da máscara, a mulher de Ange ou Démon pode flertar, dançar, se insinuar, ousar e decidir se prefere mostrar seu lado angelical ou demoníaco. Afinal de contas, sob a meia-luz e por trás de uma máscara, todos nós podemos mostrar um lado que ninguém conhece ou, quem sabe, a nossa real personalidade.

A minha experiência com Ange ou Démon ultrapassa uma década. Quando senti essa fragrância, pela primeira vez, fiquem em êxtase. Foi lançada em 2006 e é classificada como oriental-floral. Mas não para por aí: tem nuances gourmands e fez parte de uma geração de perfumes que abusavam de flores intensas, apelo noturno e uso de baunilha. Eu gostei tanto desse perfume que, por volta de 2010, comprei um frasco do seu primeiro flanker, lançado em 2008: Ange ou Démon Tendre, que nos dias de hoje poderia se chamar, somente, Ange ou Démon Eau de Toilette. Então, anos mais tarde, um frasco da versão Eau de Parfum veio cair em minhas mãos. O destino estava traçado e eu não sabia.

Na minha pele, Ange ou Démon se comporta como um perfume exótico, cheio de nuances cremosas e bastante compartilhável. Isso porque o açafrão e o tomilho conferem nuances secas e acouradas, muito utilizadas em fragrâncias masculinas. O lírio é considerado símbolo da aristocracia na França, através do uso da flor-de-lis em brasões. Aqui, seu cheiro leitoso se funde às facetas atalcadas da orquídea e ambas descansam sobre uma base confortável, adocicada e cremosa. Mas o que ninguém costuma elogiar é o uso da flor de ylang-ylang, conhecida por seu alto poder narcótico e afrodisíaco. Na minha opinião, é o grande segredo deste perfume.

Ange ou Démon é completo: belo frasco, alta projeção, fixação absurda, fragrância impecável e qualidade Givenchy. É perfeito para mulheres sensuais que conhecem a diferença entre elegância e vulgaridade, mas que sabem o momento exato de escolher qual delas usar. E você: é anjo ou é demônio?  


 

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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É colecionador de perfumes, resenhista nacional e internacional, consultor particular de fragrâncias e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, site especializado em perfumaria.

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