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BOSS ORANGE MAN, DE HUGO BOSS 

Perfumart resenha Boss Orange Man

Às vezes, eu tenho a impressão de que as fragrâncias da casa Hugo Boss são feitas sempre com os mesmos ingredientes, como numa receita de bolo. Parece que a baunilha é sempre a mesma, do mesmo tipo, bem como as demais notas que compõem suas criações. Por um lado, isso é bacana, porque cria uma identidade olfativa, uma espécie de DNA próprio que permite a qualquer um reconhecer que trata-se de um perfume Hugo Boss. Por outro lado, é chato, previsível e acaba tornando tudo muito igual.

Nesta criação de 2011, não foi diferente. É possível notar semelhanças com Boss Bottled (1998), Dark Blue (1999), entre outras. E, para piorar, eu sempre pensei que o perfume fosse criado sobre notas de laranja, por causa do nome. Mas me enganei profundamente! Só depois é que vim a descobrir que trata-se de uma linha casual de roupas dentro da marca.

A composição oficial, de acordo com o fabricante, é: maçã crocante, na saída; frankincense (olíbano), no corpo; baunilha e madeira Bubinga da África (uma espécie de madeira de jacarandá, ainda mais dura e pesada do que a Brasileira ou a Indiana), na base. Em alguns sites você poderá ver a presença de pimenta Sichuan, coentro e ainda, há quem diga que também existem notas de patchouli e sândalo. Eu fico com o oficial, para não cometer erros de julgamento.

Agora, verdade seja dita, o perfume é bom. É um frutal-amadeirado, cujas nuances principais são maçã e baunilha. O incenso quebra o doce e a madeira traz equilíbrio e um toque de masculinidade. Ainda assim, eu julgo Boss Orange como um perfume facilmente compartilhável.

A maçã se destaca na saída, a evolução é quase nula e a base é mais cremosa. Não tem mistério e nem surpresas. O ponto positivo, na minha opinião, foi a sensação de conforto que o perfume me transmitiu. Por outro lado, o aroma pode se tornar enjoativo com o passar das horas, dependendo de como reage na pele do usuário. Isso é um ponto negativo, que me faz crer que Boss Orange não conseguiria ser uma “assinatura” para um usuário brasileiro, por exemplo, tendo em vista o nosso clima.

Outra surpresa foi a durabilidade. Embora eu tenha achado a projeção mediana, a fixação foi muito boa na minha pele. E a pergunta que não quer calar é: por que não deram o nome de Boss Apple (ou algo do tipo)?


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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É colecionador de perfumes, resenhista nacional e internacional, consultor particular de fragrâncias e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, site especializado em perfumaria.

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