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MAKE ME FEVER GOLD, DE MAHOGANY

Perfumart - resenha do perfume Mahogany Make me Fever Gold

O perfume Make Me Fever Gold, ao contrário do que muitos pensam, não foi lançado em 2014, mas em 2013. Foi neste ano que a Mahogany ofereceu embalagens especiais para o Dia das Mães, bem como a fragrância ganhou medalha de bronze no Prêmio Abre da Embalagem Brasileira.

Em 2014, Make Me Fever Gold ganhou outro prêmio importante, quando seu criador – o perfumista Roland Theil – foi eleito o melhor perfumista do Brasil no Prêmio ABIHPEC – Beleza.

Além do sucesso avassalador, também há muita polêmica envolvendo este perfume. Há quem diga que o mesmo já sofreu reformulação no início de 2017 (meu frasco é de outubro de 2016) e que a fragrância original tinha um teor mais verde do que a atual. A empresa nunca se pronunciou a este respeito, mas a mudança visual (repackaging) não pode ser negada. Na época de seu lançamento, o nome vinha gravado, por inteiro, na lateral do frasco e a fragrância era vendida como Eau de Toilette. Atualmente, o termo Gold não aparece nos frascos e o produto é vendido como Fragrância Desodorante para o Corpo, nomenclatura que todo mundo sabe estar relacionada com questões de impostos.

Mais verde ou menos verde, a verdade é que Make Me Fever (com Gold ou sem Gold) é um fenômeno de vendas e elogios. Sua fragrância é muito comparada à do perfume Chloé EDP, ainda que as composições sejam diferentes. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece, já que a situação foi a mesma quando resenhei Savana Style Pleasures.

De acordo com a empresa, Make Me Fever Gold possui notas de bergamota e lichia, na saída; notas de rosa, gerânio e lírio do vale, no corpo; notas de cedro, almíscar branco e cristais de rosa, na base. Na minha pele, a fragrância não abre verde, como muitos falam. A nota de lichia confere uma faceta meio adstringente, parecendo um xampu (shampoo), tão logo é borrifada. Então, o lírio do vale (também conhecido por muguet) começa a trazer suas nuances florais-verdes, que costumam trazer elegância aos perfumes florais e podem lembrar o jasmim, de leve.

Com o passar do tempo, a fragrância evolui para um floral fresco, com muita presença das rosas, mas sem tender para um tipo específico. É como se fosse um grande buquê de rosas, das mais diversas cores e tamanhos, envoltas por pequenos lírios verdes e um plástico feito de almíscar. Há, ainda, um lado metalizado (me lembrando rosas vermelhas) que parece se misturar ao aspecto mentolado do gerânio. É como se fossem rosas pisoteadas em um grande roseiral.

O resultado é um perfume atemporal, elegante e classudo, que cresce na pele e surpreende em todos os quesitos a seguir: poder de projeção, rastro, durabilidade e relação custo x benefício. Na minha opinião, tem pinta de perfume-assinatura, não tem restrição de idade ou gênero, mas pode sufocar no calor, se aplicado em excesso. E o borrifador podia ser mais carinhoso, verdade seja dita. Nota 10!


 

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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É colecionador de perfumes, crítico de fragrâncias nacionais e internacionais, consultor particular de estilo em perfumaria e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, portal especializado em perfumaria.

3 comments on “MAKE ME FEVER GOLD, DE MAHOGANY

  1. Manoel Neto

    Realmente esse perfume deixa uma assinatura. Tem uma amiga que usa e não tem como não lembrar dela ao sentir o aroma. Mas fica o aviso: o perfume tem gênero sim! Acho que para homem não dá certo.

  2. Hildebrando

    Aguçou minha curiosidade, vou aproveitar que aqui na cidade tem uma loja Mahogany e vou conhecer essa fragrância tão amada e comentada nos grupos de perfumes… Abraços Cassiano!

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