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PI, DE GIVENCHY

Perfumart - resenha do perfume Givenchy - PiVoltemos ao ano de 1998, quando Alberto Morillas (criador de fragrâncias premiadas para inúmeras marcas) concebeu este perfume. A primeira coisa que me vem à mente é: “esse homem, definitivamente, estava à frente de seu tempo”.

Eu consigo me lembrar da primeira vez que experimentei esta fragrância, quando ela chegou nas principais lojas físicas do País, com a certeza de que era muito doce e quase feminina. E por conta disso, conheci poucos homens que usaram Pi, ao longo dos anos. A fragrância foi reformulada (me parece que entre 2001/2002), mas continua forte e doce. Entretanto, usuários das versões originais (existem relatos de frascos EDP vendidos na Europa, além da EDT, comercializada no resto do mundo) afirmam que a atual não chega aos pés da original, que combinava notas de flor de laranjeira, baunilha, açúcar, amêndoas, etc.

De acordo com o fabricante (e com o meu frasco tester), a versão EDT atual traz, na saída, notas de mandarina, gálbano, um toque de manjericão e óleo de agulhas de pinheiro (aroma fresco-amadeirado); óleo infinium (agente potencializador, baseado na cevada), no coração; Ironwood (aqui, a madeira de lei do deserto Sonoran, sendo que o termo pode ser usado para um grupo imenso de outras espécies de madeiras duras) e cristais de benjoim, na base.

Assim que toca a pele, a fragrância é enjoativa e medicinal. Também tende mais para o lado feminino e, por isso, é facilmente compartilhável. Durante a hora inicial, projeta bastante. Então, fica mais calma e cremosa, com aspecto gourmand e aroma abaunilhado, resultante do benjoim. É uma fragrância dita por muitos como mutante, o que me atrai como usuário e, sobretudo, como resenhista.

Vale explicar que Pi é uma constante, um número irracional, que não pode ser escrito como um número finito ou repetindo decimais. Seu frasco foi inspirado na pirâmide do conhecimento e, atualmente, está mais translúcido (o frasco original era mais dourado).

Resumindo, não é mais a mesma fragrância doce e rica em baunilha, também ficou mais sintética, mas continua muito potente e, ouso dizer, mais masculina do que antigamente.


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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É colecionador de perfumes, resenhista nacional e internacional, consultor particular de fragrâncias e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, site especializado em perfumaria.

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