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REBEL GLAM, DE NATURA

Perfumart - resenha do perfume Natura - Rebel Glam

Depois de Toxic! Pink, lançado em dezembro de 2017, a Natura trouxe Rebel Glam, em março deste ano, a fim de dar continuidade às fragrâncias da linha Faces, que visam estreitar os laços com os Millennials, que possuem grande poder de decisão e de compras no grupo familiar e representam o maior público dentro de um mercado cada vez mais conectado.

Desta vez, a perfumista da Natura, Verônica Kato, se juntou à Ilias Ermenidis (Firmenich) e ambos deram vida à uma fragrância gourmand e cheia de personalidade. A composição oficial lista notas de ameixa, framboesa, frutas exóticas, maçã, rum, pimenta rosa e mandarina, no topo; sementes de ambrette, magnólia, jasmim e caramelo, no corpo; benjoim, sândalo, almíscar, baunilha, patchouli, camurça e molécula Cedramber, registrada pela IFF, e capaz de oferecer nuances de ambergris e madeiras, nas quais o cedro domina.

Na minha opinião, Rebel Glam é um grande acerto da Natura, ainda mais quando comparo sua fragrância à de Toxic! Pink. Digo isso porque publiquei um post, há dois anos atrás, que fala da relação da indústria com esses Millennials, pincelando com algumas opiniões pessoais. E por mais que eu entenda das pesquisas qualitativas de mercado, ainda penso que os jovens funcionam sempre da mesma maneira: querem mostrar maioridade e um perfil adulto antes do tempo ideal. E essa situação ganha voz através de influenciadores de todos os tipos e estilos, em uma necessidade de autoafirmação e alegria constante.

Partindo desse princípio, a jovem não quer mais um perfume bonitinho, levinho, baratinho. Ela quer um perfume que reforce sua autoestima, sua sensualidade e seu lado mulher, mesmo que ainda durma abraçada com seu ursinho de pelúcia. E Rebel Glam consegue entregar isso!

Na pele, combina uma explosão de maçã e mandarina, como se estivessem fatiadas dentro de um cálice de rum. O caramelo perdura do início ao fim e a base traz o patchouli como nota mais marcante, além de um toque mais cremoso, graças à fusão do benjoim com o sândalo. Segue o mesmo caminho olfativo dos perfumes importados mais famosos do mercado, que são ricos em patchouli e pralinê. Porém, apresenta um lado mais aberto, diurno e versátil, que conseguiu incorporar jovialidade e um toque de inocência, sem perder a rebeldia. Não é inovador, mas possui qualidade.  

Outro diferencial que sinto, quando comparo as duas fragrâncias da linha Faces, é que esta tende a ser mais apreciada por mulheres mais velhas, ainda que não façam parte do público-alvo inicial. E mais: Rebel Glam exala bastante e mostrou maior durabilidade do que a outra, pelo menos em mim.

Com relação à identidade visual, repete o padrão de Toxic! Pink, sendo que o interior do rótulo é vermelho dessa vez.

Por fim, eu diria o seguinte: para as jovens que não querem nada no diminutivo, Rebel Glam é um perfumão. De “inho”, só o preço!


 

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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É colecionador de perfumes, crítico de fragrâncias nacionais e internacionais, consultor particular de estilo em perfumaria e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, portal especializado em perfumaria.

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