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SPICEBOMB EAU FRAICHE FOR MEN, DE VIKTOR & ROLF

Perfumart - resenha do perfume V&R - Spicebomb Eau FraicheDepois do imenso sucesso da versão original de 2012, a empresa resolveu lançar esta versão Eau Fraiche (água fresca) em 2014. É sempre bom prestar atenção nessas versões mais frescas (Fresh, Fraiche, Fraicheur), pois costumam apresentar resultados melhores do que as versões de verão (summer), que partem para fragrâncias mais voláteis, evaporam mais rápido e, muitas das vezes, até perdem em concentração de essência. Há uma variável que deve ser sempre lembrada: estas fragrâncias são criadas no exterior, portanto, não se pensa no verão do Brasil, por exemplo.

Voltando ao que interessa, estas versões “frescas” costumam manter o dna das versões originais, extraindo-se uma ou outra nota mais pungente e, consequentemente, adicionando-se uma ou outra nota mais fresca, que pode ser cítrica, frutada ou até marinha. Geralmente, usam-se as cítricas.

Nesta criação, o conceito foi mantido em todos os aspectos. É muito fácil identificar a presença da fragrância original. Porém, é como se ela estivesse coberta por um fino lençol de nuances mais cítricas. A composição ficou assim: toranja, pimenta rosa e pimenta vermelha, na saída; sal marinho e lavanda, no coração; tabaco e resina de elemi, na base.

Se prestarmos atenção, não foram adicionadas notas de limão ou laranja na saída. Mas a toranja ficou menos frutada, mais cítrica e a saída ficou, literalmente, mais ardida. O sal marinho também contribui para esta impressão. Mas o mesmo tabaco da versão original está lá, descansando ao fundo, juntamente com as nuances de elemi, que antes eram voluptuosas na saída da versão original, e agora estão de mãos dadas com o tabaco.

Quando me perguntam se vale a pena ter as duas versões, eu digo que sim. A construção é diferente, bem como o resultado na pele, embora ambas sejam parecidas. Ora, quando um flanker é lançado mundialmente, como uma ampliação de uma linha, mas não há inovação alguma, eu até critico (isso acontece muito com versões summer anuais). Mas quando uma fragrância de sucesso ganha versões mais leves (Fraiche) ou mais intensas (Intense), o que se espera é sentir que o dna foi respeitado, apenas variando-se as intensidades e as notas. Pelo menos, é o que eu penso!

Pode parecer a mesma coisa, mas não é. Aqui, por exemplo, a diferença é que a original se comporta melhor no frio ou em eventos noturnos e, se aplicada em excesso, pode incomodar. Já esta versão, pode ser usada diariamente, mesmo em dias mais quentes, garantindo a assinatura olfativa daqueles que, até então, haviam escolhido a original como tal. Além disso, esta projeta bem menos, embora possua fixação muito boa na pele.

Por fim, o frasco manteve o mesmo conceito, agora com o vidro quase transparente e uma faixa prateada com inscrições em preto, assim como na caixa. Na versão original é o contrário: faixas pretas com letras prateadas. Minha crítica fica por conta da falta de uma inscrição “Eau Fraiche” no rótulo.


 

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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É colecionador de perfumes, resenhista nacional e internacional, consultor particular de fragrâncias e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, site especializado em perfumaria.

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