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ÉCLAT DE FLEURS, DE LANVIN

Perfumart - resenha do perfume Lanvin Éclat de Fleurs

O perfume Éclat De Fleurs foi lançado em 2015, dando seguimento ao sucesso dos Éclats de Lanvin. Todavia, este não traz o sobrenome da linha Arpège, o que me leva a crer que foi pensado para dar vida a um novo pilar. Seu frasco também ganhou um desenho diferente, inspirado pela flor margarida, em homenagem à filha de Jeanne Lanvin, Marguerite.

Enquanto Éclat D’Arpège e suas variações celebram a flor lilás e o chá verde, Éclat De Fleurs é mais frutado e eufórico. Abre com uma pera suculenta, da qual escorre o sumo pelo canto da boca, a cada mordida. Então, o corpo de jasmim Sambac ganha um banho de vigor com a presença da frésia e das rosas. No fundo, almíscar branco e sândalo parecem abandonados, mas eles sabem a hora de se fazer notar.

Éclat De Fleurs foi criado em uma parceria entre Anne Flipo e Nicolas Beaulieu, que trouxeram a pera em um espetáculo solo, tendo um buquê de flores como vocais de apoio. Se testada na fita, a fragrância vai parecer mais doce; na pele, explode de maneira radiante.

Quem não costuma gostar da nota de pera irá reclamar do cheiro de shampoo que aparece, vez ou outra. E quem já teve a chance de conhecer as fragrâncias de Chance Eau Tendre (Chanel) e Daisy (Marc Jacobs), não irá encontrar nada de novo. Cheguei a testar esta última, lado a lado, e realmente são muito parecidas. Mas depois de algumas horas, quando ambas já evoluíram por completo, Éclat De Fleurs continua se comportando de forma mais jovial, enquanto Daisy parece mais amadurecida, ponderada (além das folhas de violeta, também possui a nota da violeta, que fica consistente até o fim). Mais uma vez, temos um exemplo de forte similaridade, mas não de igualdade.

Para mim, Éclat De Fleurs possui uma característica muito importante quando se pensa no mercado: é o tipo de fragrância que não desperta tanto interesse nas mulheres, como é capaz de fazer com os homens. E isso se reflete na relação entre usar porque gosta ou usar para obter elogios.

De forma geral, é um perfume que agrada fácil, principalmente no verão e na primavera. Na minha pele, é basicamente um combo de peras suculentas com o jasmim e a rosa, além de uma boa dose de almíscar, sem ficar com aspecto ardido. Achei a performance boa, sendo que a projeção explosiva dura cerca de duas horas. Ou seja, se fosse uma fragrância da qual eu fizesse bastante uso, com certeza iria sentir vontade de reaplicar um spray central de tempos em tempos, só pra deixar mais rastro.

Por fim, trazendo a questão visual à tona, mais uma vez, ainda que o frasco tenha ganhado um novo design, a tampa continua mantendo os anéis com o brilhante central, em uma tentativa de representar o amor eterno (como na linha Éclat D’Arpège). Mas fiquem atentas a um detalhe: as fotos na internet mostram um produto de cor rosa muito evidente, que não corresponde ao que se vê de perto, como mostro na foto acima.


 

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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É jurado e crítico de fragrâncias nacionais e internacionais, consultor particular de estilo em perfumaria e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, blog especializado em perfumaria.

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