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LIGHT OF ORMUZ, DE ARTS & SCENTS

Perfumart - resenha do perfume Arts & Scents - Light of Ormuz

O perfume Light of Ormuz (em Língua Portuguesa, Luz de Ormuz) foi lançado no ano de 2012 e sua inspiração – assim como seu nome – veio do esplendor do antigo deus Persa Ormuz. A religião persa antiga, conhecida como Masdeísmo, caracterizou-se pela dualidade entre o bem e o mal, forças representadas pelos deuses Ormuz (Ahura-Mazda) e Arimã (Angra Mainyu).

Para criar essa fragrância mística, a perfumista utilizou notas de hortelã, citrinos e acorde de águas límpidas no topo da pirâmide olfativa. No centro da composição, notas picantes e herbais criam nuances aromáticas, enquanto a base traz madeira de cedro e vetiver abraçados pela cremosidade da fava tonka.

Na pele, Light of Ormuz é um perfume capaz de causar impacto e estranheza, assim como seu conceito de dualidade. De cara, esperava muito mais presença de um forte cheiro mentolado, mas acabei me deparando com uma saída fresca e levemente especiada. É como se tudo partisse das notas de corpo e a hortelã funcionasse, apenas, como uma redoma que mantém a fragrância mais fresca. Em alguns momentos, me lembrei das nuances deixadas pela camomila de Flower’s Barrow.

A evolução é lenta e, por esse motivo, demora muito para que a base amadeirada se revele, trazendo facetas complexas de uma fava tonka cremosa, balsâmica e atabacada. Nesse momento, já não sei mais como definir essa fragrância com cautela. É aromática, especiada ou fougère?

Particularmente, acho Light of Ormuz mais indicado para o público masculino, ainda que seja um produto feito para ambos os sexos. Sua performance é muito boa e costuma enganar, exalando bastante conforme o corpo se movimenta, especialmente, com o aumento da temperatura corpórea.

Por experiência própria, posso dizer que é uma fragrância que conquista com o tempo. Não gostei muito na primeira vez, mas fui mudando de opinião de acordo com o número de vezes em que fiz uso da mesma. Além disso, como já citei antes, é uma composição bastante diferente. Não sei se o termo inovadora reflete bem o que penso, então, prefiro dizer que é incomum, ou melhor, atípica.


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𝘽𝙤𝙧𝙧𝙞𝙛𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙝𝙖́ 𝙖𝙣𝙤𝙨. Crítico de fragrâncias, jurado de premiações nacionais nas categorias de perfumaria fina e cosméticos masculinos, além de consultor particular de estilo em fragrâncias e criador do Perfumart, blog especializado no assunto.

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