Continuando a nossa viagem e relembrando a última postagem, vamos falar da outra loja que foi visitada no mesmo dia em que eu estive na Bond nº9. Desta vez, irei falar da Aedes de Venustas.

A loja nem tem cara de loja. Ou melhor, até tem, mas lembra aquelas lojinhas antigas de bairro, que tocavam um sininho quando alguém abria a porta…e é quase isso mesmo, só que eles agora só abrem a porta mediante solicitação por interfone.

De cara, impressiona! A loja não é muito grande, mas tem cara de boticário antigo, com uma poltrona na entrada e um cachorro dormindo, tranquilamente, na mesma. Aliás, vou interromper o raciocínio para fazer uma observação: em NY as pessoas podem entrar com cachorros em lojas, em bancos, shoppings, etc. desde que os mesmos sejam “comportados”. Eu adoro a ideia, já que sou do tipo que eliminaria boa parte da população mundial em troca de cães…

Voltando ao assunto, a arrumação da loja, a iluminação à meia luz, a cortina pesada por trás do balcão, a arrumação dos frascos por marca, tudo perfeito…não fosse pelo atendimento, que foi péssimo!

Quando eu digo péssimo, digo na maior honestidade. Acho que fiquei quase uma hora na loja, olhando frascos, olhando pro funcionário do balcão, olhando, olhando e ninguém vinha nos atender. E, cá pra nós, se esta é a maneira de me deixaram à vontade para experimentar tudo o que eu queria, não funcionou. Ninguém vai entrar numa loja de perfumes caros, que custam acima de US$200 o frasco, e sair metendo a mão para borrifar e conhecer todos os perfumes que desejar. Se o lance é perfume de nicho, então é preciso entender que estes são direcionados a um “nicho” da sociedade e que este grupo seleto demanda um atendimento personalizado. Na pior das hipóteses, o cara podia ter se apresentado e falado: “fiquem à vontade, pois aqui, os clientes experimentam os perfumes que desejarem e quantos eles bem entenderem”.

Então eu resolvi me apresentar, expliquei que fui parar lá por indicação de outros “viciados em perfumes”, que fazem parte dos mesmos canais e blogs dos quais eu faço parte, etc. etc. etc…e a sensação foi que eu estava falando com um poste. O cara não esboçou reação alguma. Obviamente, fui obrigado a pedir amostras e, num movimento rápido ele sacou, quase que num passe de mágica, 2 (isso mesmo…DOIS) flaconetes e perguntou: “o que você vai querer?”
Neste momento, eu dei uma congelada, diante de tantos perfumes maravilhosos e tentei escolher apenas 2, já que eu estava sendo tão “agraciado” pelo atendente. E digo mais: ele fez a amostrinha de maneira bem manual, como todo mundo faz em casa…e não teve cuidado ou preocupação com o contato com a pele, com o ar, nada…ou seja, o “nicho” não o preocupa.

Saí de lá extasiado pela beleza da loja e revoltado por estar em contato com tantos perfumes e não ter tido uma experiência única, tudo por conta de um péssimo atendimento impessoal e frio. Senti até falta das mocinhas das lojas brasileiras!

Segue a foto que foi tirada em frente à loja, já que fui proibido de tirar fotos do interior.

Perfumart - NYC 2012 Diário de Bordo 4

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *