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AMBRE SULTAN, DE SERGE LUTENS

Perfumart - resenha do perfume Ambre Sultan

Ambre Sultan foi lançada em 2000 e é definida, por Serge Lutens, como: “uma fragrância que não é oriental, mas árabe. Definitivamente, uma Lutens”.

Ele explica que o ponto de partida para a sua concepção foi uma cera perfumada encontrada em um mercado, há muito esquecida em uma caixa de madeira. E que a nuance de âmbar só se tornou sultanesca, do jeito que ele queria retratar o cheiro dos sultões, depois que foi reformulada em conjunto com a esteva (do ládano). Então, acrescentou uma nota que ninguém nunca tinha sonhado: a baunilha, pois é pegajosa e agarrou-se às suas memórias.

É engraçado o fato deste perfume ser catalogado como feminino, quando eu o acho perfeitamente compartilhável. Talvez, por conta disso, já li vários comentários de mulheres dizendo que preferem este perfume sendo usado pelos seus namorados, amigos, etc. do que por elas mesmas.

Ambre Sultan possui um delicioso âmbar – nota de destaque e tema da fragrância – que, em conjunto com resinas diversas, além de sândalo, patchouli, coentro, orégano, murta, benjoim, etc. resultam numa opulenta mistura de acordes intensos, arrebatadores e muito invasivos que irão, com certeza, incomodar quem estiver por perto, ainda mais se for mal aplicado (seja por ocasião ou de acordo com o clima). Entretanto, se bem (e pouco) aplicado, ele se mostra confortável, incensado e cremoso.

Na minha pele, Ambre Sultan resultou em um cheiro de amêndoas com um toque de incenso e, apesar de ser bastante linear, projeta e fixa o dia inteiro.


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Crítico de fragrâncias, jurado de premiações nacionais nas categorias de perfumaria fina e cosméticos masculinos, além de consultor particular de estilo em fragrâncias e criador do Perfumart, blog especializado no assunto.

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