Para quem não sabe, a Ducati é uma empresa italiana especializada na fabricação de motocicletas de competição.
Em 2011, a empresa resolveu lançar esta fragrância (a segunda da marca) com uma campanha que responsabilizava as mulheres pela conquista do homem: “Se você me quer, prove. Lute por mim!”. Aqui, o homem é o objeto de desejo. É atraente, embora durão, e resistente, exatamente como a sua moto.
Particularmente, eu não gostei do nome. Esperava por algo mais voltado para as pistas, a corrida, a velocidade. De toda forma, o frasco merece elogios, pois é simples, mas evoca o guidão da motocicleta. Bem pensado!
A fragrância traz notas de bergamota da Calábria, maçã e folhas de violeta, na saída. No coração, mais floral, lavanda do Mediterrâneo e gerânio. Já a base traz notas de musgo de carvalho, sândalo, âmbar e madeiras tropicais.
O que tenho em mãos, então, é um perfume comum, pois não inova e dá a sensação de “déjà vu”, me fazendo lembrar de inúmeros outros já existentes. Mas isso não é algo ruim, muito pelo contrário. Faz parte da concorrência dentro de uma mesma categoria. Afinal de contas, o mercado é amplo e sempre iremos encontrar fragrâncias similares de marcas concorrentes.
Trata-se de um cítrico-fougère, que me faz imaginar um passeio de moto, partindo do litoral italiano, atravessando um campo florido e, por fim, terminando próximo a algum bosque de mata mais densa. A projeção é fraca, embora exale bem e possua uma fixação bastante satisfatória.
*imagem: reprodução
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