Quando a marca afirma que Navy é uma “típica fragrância clássica” masculina, não é mentira. Estamos diante de um misto de citrinos, ervas aromáticas e madeiras, que ganha vida através das suas notas de bergamota, mandarina, verbena e lima, no topo da composição; seguidas por notas de coentro, zimbro e manjericão, no coração; enquanto a base traz âmbar, vetiver, sândalo e pimenta.
Na minha pele, as nuances de verbena ficaram fantásticas, ainda mais quando o coentro deu o ar da graça. Então, a saída cítrica começou a dar lugar à uma fragrância mais aromática, muito prazerosa e um pouco mais elegante. Depois de um tempo, no estágio final de evolução, a fragrância ganhou um tom mais sério, por conta do vetiver e do sândalo.
Mais uma vez, Navy se trata de um tipo de perfume sem muita inovação, no mesmo estilo das fragrâncias mais clássicas, de saída cítrica e evolução aromática. A única diferença entre elas está na qualidade dos materiais utilizados, ainda mais hoje em dia, com tantas restrições sobre o uso de matérias-primas mais naturais. É quando o nicho se sobressai ao mercado de designers. Com relação à projeção, é muito boa, enquanto a fixação é excelente.
*imagem: reprodução / www.lilibermuda.com
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