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CARBON CROMO, DE EUDORA

Perfumart - resenha do perfume Eudora - Carbon Cromo

O perfume Carbon foi lançado no ano de 2012, abrindo um novo pilar de fragrâncias masculinas na Eudora. A linha Carbon foi desenvolvida para os apaixonados por velocidade e seu conceito visa atingir os homens que chamam atenção e marcam presença pelas suas atitudes.

Em 2014, surgia o primeiro flanker, chamado Carbon Turbo. Mais tarde, em 2016, outra variação foi lançada, chamada Carbon Cromo. Em 2018, mais uma: Carbon Speed.

Para Carbon Cromo, a fragrância trouxe notas de noz-moscada, canela e mandarina, abrindo caminho para um corpo com notas de violeta, patchouli e o exclusivo acorde Segredo de Eudora, sobre uma base com notas de baunilha, couro, âmbar e almíscar.

A empresa classifica Carbon Cromo como um perfume amadeirado-verde. Entretanto, a fragrância não entrega um resultado de nuances verdes, se comportando mais como uma criação amadeirada-especiada com nuances orientais.

Quando aplicada, a fragrância é frutada e quente, com uma saída de teor sensual. Não é difícil interpretar as notas, uma vez que todas cumprem bem o seu papel, especialmente, a mandarina. Na minha pele, a saída foi mais explosiva, mas, em pouco tempo, a fragrância perdeu um pouco da sua potência, como se a curva de projeção tivesse caído drasticamente.

Não demora muito para que a violeta apareça e crie um elo perfeito com a base ambarada e cheia de aspecto oriental da fragrância. E por mais que tenha uma nota de couro descrita, esta me parece mais um resquício do uso do ládano. Ou seja, é mais adocicada e cremosa, do que seca ou de aspecto rústico.

Na minha pele, Carbon Cromo não tem performance tão boa quanto a da fragrância original. Por vezes, parece que não sinto mais o cheiro e, pelo que já vi por aí, não sou o único com essa impressão. Entretanto, a durabilidade é boa e a fragrância é bastante prazerosa, inclusive, atendendo ao meu gosto pessoal para perfumes. E ambas conversam (ainda que diferentes), o que é importante nos flankers.  

Outro ponto importante é que, claramente, Carbon Cromo não possui o mesmo nível de versatilidade que a fragrância original. Mas isso não significa que seu uso seja, exclusivamente, para noite ou dias mais frios. Em uma escala de zero a dez, por exemplo, esta ficaria com quatro, enquanto a outra poderia chegar até seis, no máximo. Ainda assim, esse é um aspecto muito pessoal!

Para não deixar de citar, o frasco continua o mesmo, mantendo o padrão visual da linha, porém o vidro agora é transparente e o líquido possui uma cor castanha bastante límpida, representando bem o estilo oriental.

Carbon Cromo é como aquele parente que você só conhece por foto. Diria ser um primo brasileiro do perfume CH Men (reformulado).


 

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Crítico de fragrâncias, jurado de premiações nacionais nas categorias de perfumaria fina e cosméticos masculinos, além de consultor particular de estilo em fragrâncias e criador do Perfumart, blog especializado no assunto.

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