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EUPHORIA EAU DE TOILETTE (2023), DE CALVIN KLEIN

 

Perfumart - resenha do perfume Calvin Klein Euphoria Eau de ToiletteA primeira versão de Euphoria Eau de Toilette foi lançada em 2009 e fez sucesso imediato, tamanha similaridade com a versão Eau de Parfum e o aumento na versatilidade, considerada mais diurna e fresca. Na época, porém, as principais reclamações eram relacionadas à sua durabilidade, especialmente quando comparada à fragrância de 2005.

Agora, o pilar Euphoria ganha uma nova releitura de Euphoria Eau de Toilette, que promete preservar o DNA da versão original, trabalhando nuances ainda mais joviais e brilhantes. E para isso, os perfumistas Fanny Bal, Anne Flipo e Dominique Ropion uniram talentos e deram vida à uma composição que lista notas de ameixa mirabelle, framboesa e pimenta rosa, no topo; Flor de goiabeira, rosa e orquídea, no corpo; Baunilha, molécula cashmeran e âmbar, no fundo.

Euphoria Eau de Toilette (2023) troca a saída de antes, com efeito mais lactônico, por uma mais frutada e azedinha, cheia de framboesa e com um ar de inocência contemporânea, que tem aparecido com certa frequência nos últimos lançamentos femininos.

De imediato, não lembra tanto a versão anterior, muito menos a EDP. Todavia, em questão de minutos, o buquê floral cresce na pele e, durante a primeira hora de aplicação, Euphoria Eau de Toilette (2023) realmente se mostra bastante próxima da versão Eau de Parfum, mas sempre com uma aura de framboesa muito evidente.

Na minha pele, a secagem renunciou à cremosidade confortável de antes e ganhou nuances mais artificiais e doces. Euphoria Eau de Toilette não é só uma fragrância floral-frutal, mas também possui um lado gourmand que me perdeu um pouco no processo.

Na minha opinião, me parece mais um daqueles flankers pensados para as mães, usuárias de Euphoria Eau de Parfum, que sabem que suas filhas adolescentes usam o seu perfume de forma escondida e precisam de uma alternativa para diminuir a dose de sensualidade das meninas com uma versão mais frutal e adolescente, sem abrir mão da identidade visual e do DNA do pilar.

Por fim, o desempenho é muito bom! Uma Eau de Toilette que exala bastante e ainda pode ser sentida mesmo após nove horas sobre a pele.


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𝘽𝙤𝙧𝙧𝙞𝙛𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙝𝙖́ 𝙖𝙣𝙤𝙨. Crítico de fragrâncias, jurado de premiações nacionais nas categorias de perfumaria fina e cosméticos masculinos, além de consultor particular de estilo em fragrâncias e criador do Perfumart, blog especializado no assunto.

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