Mais uma fragrância inspirada nas madeiras, esta aqui tem o cedro como tema central. Dizem que é a árvore preferida de Serge Lutens.
Foi lançada em 2005 e Serge a define como: “uma outra tomada sobre Féminité para uma realidade alternativa”. Ele se refere à Féminité du Bois, de 1992 (já reformulada).
Cèdre possui notas de cedro, tuberosa, almíscar, âmbar, cravo e canela. Ao tocar a pele, seu cheiro é aberto, vibrante e amadeirado. A tuberosa confere uma nuance floral que, por incrível que pareça, não é pungente. Nem parece tuberosa, conhecida por suas facetas carnais e predominantes.
Na minha pele, não apresentou muita evolução. A única característica mais notável foi uma saída mais masculina e uma secagem mais feminina, se é que dá para definir deste jeito. Neste ponto, Cèdre se enquadra, perfeitamente, na classificação unissex.
É um perfume interessante e fácil de agradar. Sua fragrância vibrante cai muito bem no clima quente do Brasil. Confesso que gostaria de ter sentido mais das especiarias. Porém, na minha pele, a fragrância resultou em uma mistura de cedro, almíscar e âmbar, apenas.
Tentando traduzir em palavras, seria um perfume de cedro, com um corpo de almíscar límpido e uma base mais sensual e ambarada.
Não é surpreendente, mas também não é comum. O que eu mais admiro nesta criação é a sensação de estar sempre no limite do feminino, sem estar usando uma fragrância feita, exclusivamente, para as mulheres.
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