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GUERLAIN HOMME L’EAU BOISÉE, DE GUERLAIN

Perfumart - resenha do perfume Guerlain - Homme L'eau BoiséeGuerlain Homme L’Eau Boisée nasceu no ano de 2012 e veio a ser mais um flanker (se não me engano, o quarto) da linha Guerlain Homme. Coincidentemente, enquanto esta versão chegava às prateleiras do mercado internacional, por aqui só se falava da versão original, cuja fragrância teve seu lançamento no ano de 2008 e vinha conquistando os apaixonados por fragrâncias com a nota de vetiver.

Guerlain Homme L’Eau Boisée seguiu o sucesso do flanker anterior – a versão L’Eau – com um toque extra de madeiras na secagem. Mas trouxe muita insatisfação para os usuários deste último, que preferiam o frescor ácido e o toque do álcool orgânico obtido através da cana-de-açúcar, em detrimento da evolução desta versão que, para muitos, soou como uma resposta da Guerlain para o imenso sucesso que o perfume Terre d’Hermès vinha fazendo, globalmente.

A fragrância de Guerlain Homme L’Eau Boisée foi criada, obviamente, pelo perfumista exclusivo da grife, Thierry Wasser, e trouxe notas de saída de lima e menta, abrindo o caminho para um corpo verde e fresco, cujo resultado foi obtido graças à nota de uma grama originária da Ásia aliada ao gerânio. Para encerrar, a base ganhou volumosas notas de vetiver indiano e acorde amadeirado.

Com base na combinação das suas notas, Guerlain Homme L’Eau Boisée foi classificado como amadeirado-chipre e rapidamente se tornou queridinho de muitos.

Na pele, a fragrância abre de forma cítrica, mas sem nos levar para uma outra época, na qual citrinos eram evidentes e cheios de aspecto datado. Aqui, mais importante do que a abertura ou o próprio dry down, é no centro da pirâmide olfativa que encontramos o coração pulsante desta composição.

O vetiver até se faz evidente, mas está longe de ser aquele ingrediente terroso e amadeirado de costume. Muito pelo contrário, estamos falando de outra espécie, mais etérea e verde e, também, mais incomum. Como resultado, Guerlain Homme L’Eau Boisée ficou mais sofisticado e lenhoso, além de perder muito do teor alcóolico das versões que o antecedem. Todavia, continua sendo uma fragrância de baixa projeção na minha pele, embora a durabilidade tenha se mostrado ainda maior que na fragrância original.

Desde 2016, Guerlain Homme L’Eau Boisée passou a ser vendido dentro do novo padrão visual da marca (repackaging) e também sofreu mudanças na sua fórmula, ganhando facetas mais florais e mentoladas.

Já com relação àquela história sobre o perfume da Hermès, tirando o fato de que lá são laranjas e toranjas, prefiro não opinar, até porque sou grande fã da Guerlain e ela é mais antiga na fabricação de fragrâncias.


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𝘽𝙤𝙧𝙧𝙞𝙛𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙝𝙖́ 𝙖𝙣𝙤𝙨. Crítico de fragrâncias, jurado de premiações nacionais nas categorias de perfumaria fina e cosméticos masculinos, além de consultor particular de estilo em fragrâncias e criador do Perfumart, blog especializado no assunto.

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