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ROOK (2020), DE ROOK PERFUMES

Perfumart - resenha do perfume Rook - Rook EDP

O perfume Rook foi lançado no ano de 2018, mas o perfumista Nadeem Crowe decidiu reformular suas fragrâncias por causa das mudanças impostas pela IFRA. Então, esta resenha irá tratar da versão atual, relançada no início de 2020.

A fragrância de Rook possui 17% de óleos essenciais em sua composição atual, que carrega notas de tabaco e alcatrão da bétula, na saída. No corpo foram combinadas notas de cardamomo, gengibre, oud, castóreo e civeta. Na base da pirâmide olfativa, temos incenso, sementes de ambrette, ambergris, madeira de guáiaco e almíscar. Uma observação: vale lembrar que as notas de castóreo, civeta e ambergris são, atualmente, reproduzidas em laboratório.

O termo Rook pode significar, em Língua Portuguesa, termos como fumaça (se traduzido do Holandês) e trapaceiro (se traduzido do Inglês). Aqui, a inspiração do perfumista veio da figura de um diplomata vestido de punk rocker. Ele gosta de explicar que Rook foi um perfume criado para ele, inicialmente. Porém, com um pouco de convicção, decidiu compartilhar com todos. 

A fragrância de Rook é bruta em diversos aspectos. Assim que toca a pele, apresenta um forte teor de tabaco com ricas nuances herbais e alcóolicas, além de levemente adocicadas. Na fragrância original, muito se falava do forte teor de bétula (com suas nuances acouradas) juntamente com muito incenso. Nesta versão atual, o cheiro de couro permanece, mas as facetas incensadas não ficam tão vivas na saída.

Há, também, muita presença da nota de ambergris durante a evolução. Aqui, mais do que um efeito quente e oriental, ela confere um aspecto salgado. Neste estágio, a fragrância se comporta como um fougére moderno, com um olor que lembra musgo queimado, como se as folhas e os galhos não estivessem completamente secos ao serem jogados sobre uma fogueira.

Com o passar do tempo, Rook muda de personalidade e se transforma em uma espécie de chipre clássico, cheio de almíscar e nuances animálicas e com um acorde levemente cítrico. Desta vez, não se trata da boa e velha bergamota, mas do gengibre.

Não há como criticar a potência desta fragrância. Tudo nela traz aquilo que o público busca encontrar na perfumaria que não se rende ao apelo comercial: qualidade, impacto, diferenciação e durabilidade. O problema é saber se a sua personalidade combina com a do perfumista. Se a resposta for sim, então Rook é item indispensável na sua coleção de luxo. Extraordinária criação!


 

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Publicitário, amante da comunicação, blogueiro, apaixonado por fragrâncias e cosméticos em geral. É jurado e crítico de fragrâncias nacionais e internacionais, consultor particular de estilo em perfumaria e dono de um grupo no Facebook voltado apenas para os homens. Criador e proprietário do Perfumart, blog especializado em perfumaria.

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