
O perfume George foi relançado em agosto de 2022, em concentração de Parfum Extrait, após a parceria de produção firmada entre a Gentleman’s Nod e a Casa de Fragrâncias Mane. Porém, George foi uma das primeiras fragrâncias comercializadas pela marca (junto com ERNEST, JACKIE e JOHNNY), através do trabalho iniciado pelo fundador com fragrâncias aplicadas em produtos de barbear, não para o corpo.
Seu nome presta homenagem a George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos. Sua nova formulação contém 27% de concentração, é classificada como amadeirada-ambarada e traz notas de laranja, limão, lima e bergamota, na saída. Em seguida, notas de jacarandá, rosa, abeto, ládano e eucalipto surgem no coração, enquanto a base carrega notas de patchouli, tabaco, musgo de carvalho, âmbar e almíscar.
Ao ser borrifada sobre a pele, a fragrância de George não começa de forma muito cítrica, embora sua pirâmide olfativa me comunique isso. Ao contrário, sinto a laranja docinha e uma explosão de nuances intensas, levemente alcoólicas e um pouco resinosas. É mais doce do que pode parecer, mas não é enjoativa. Para mim, foi amor à primeira cheirada!
No meu olfato, George é um misto de bourbon e tabaco, como um encontro do cachimbo com o destilado das tabacarias de épocas passadas. É um ponto de reunião de homens elegantes e de estima, com seus bigodes perfeitamente desenhados e cartolas em mãos.
Aqui, as facetas florais são mascaradas pelo teor amadeirado e cremoso do jacarandá. O ládano é quente, sofisticado e traz pouco daquele estilo coriáceo que normalmente costumam explorar. Já o patchouli é adocicado, com suas nuances de chocolate que ficam ainda mais licorosas com o forte teor de tabaco.
George não é um perfume versátil, mas transmite classe e modernidade, ao mesmo tempo. Projeta demais e possui alta durabilidade. Tem qualidade (e perfil olfativo) de perfumes de nicho menos comerciais, cuja raiz artística fala mais alto. Sem dúvida, um dos meus preferidos da marca.
